10.2.17

Vestibulendo: Memórias Póstumas de Brás Cubas - Machado de Assis

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Resenha:
Brás Cubas sempre foi tachado como um "menino diabo", pois suas ações sempre revelaram esse pequeno defeito. Quando criança, via coisas e as contava, aprontava com aqueles que nem sequer brigavam com ele e, sempre tinha o apoio do pai, não importava qual tivesse sido a "brincadeira". Depois, quando crescido, descobriu que a vida vai além de pregar peças nas pessoas e aprontar. Brás se tornou um homem inteligente, notado de filosofia, política e ciências. Contudo, ao descobrir o amor em uma prostituta, soube que até quem é sincero de coração sofre por coisas banais. E, ao ser mandado pelo pai para estudar na Europa, ao invés de ficar no Brasil vadiando, Brás é obrigado a deixar Marcela, que se recusa a viajar com seu cliente/amante amado.
Quando sua mãe adquire uma doença, Brás se vê obrigado a voltar para o lugar de onde foi antes obrigado a sair e ao chegar, descobre planos que seu pai criou e arquitetou para ele e, por amar tanto o pai e querer realizar os seus desejos, Brás decide seguir esses planos, que consistem em: casar e se tornar deputado.
O único problema é que seus aliados escolhem outro candidato para subir ao cargo, ou seja, Brás fica de escanteio, perdendo até sua noiva Virgília para seu rival. O que ele só não imaginava era que tempos depois ele se tornaria amigo desse casal, virando até amante de sua ex noiva, que antigamente o repudiava.

"Mas o tempo, o tempo caleja a sensibilidade, e oblitera a memória das coisas(...)"

Opinião:
Já no início do livro lemos algo que nos dá indício de como será a história: repleta de ironia e assuntos filosóficos. O que torna a narração  um pouco cansativa, pois o linguajar é muito abrangente e certas palavras nem sequer são utilizadas atualmente.
Como mencionado na resenha, Brás Cubas é um personagem inteligente. Com respostas para todas as coisas, mas mantendo em mente que às vezes é melhor calar do que discutir. 
Nosso personagem principal é descrito como um defunto autor(contrário de autor defunto), pois ele se torna um escritor após sua morte e, por isso, acompanhamos sua história desde antes do nascimento até o dia fatídico de sua morte.
O livro é cheio de citações a outros filósofos, histórias etc, o que pode ser um problema para entender certas partes da narração, pois embora possua o significado na parte baixa do capítulo, é complicado ter que sair da história para ler o significado e voltar onde parou. Sem falar que algumas referências são complicadas de compreender...
Alguns capítulos são curtíssimos e garanto que nenhum passa de 4 páginas, o que torna não só o livro diagramaticamente pequeno, mas rápido. Afinal, quando você não pensa em quantos capítulos faltam para acabar, você já leu metade do livro.
Memórias Póstumas de Brás Cubas é o primeiro livro da Trilogia Realista de Machado de Assis e, sem mentiras, eu estou louca para ler os outros dois livros!


"Cada estação da vida é uma edição, que corrige a anterior, e que será corrigida também, até a edição definitiva, que o editor dá de graça aos vermes."

Confesso que a leitura não foi muito prazerosa, mas se tem uma coisa que eu garanto, é o fato de ter aprendido muitas coisas no decorrer do livro. 
Não foi um dos meus preferidos e com certeza não foi um dos melhores, mas eu tenho certeza de que essa leitura me fez crescer, mais do que todos os outros. Por isso, recomendo que você leia, principalmente se desejar saber mais sobre o Brasil em 1880, como eram recebidos alguns assuntos que hoje são normais para nós, sem falar nas opiniões que desde aquela época já separavam muitas pessoas.
Prometo dar um tempo no projeto Vestibulendo, só para termos um descanso. Afinal. também preciso ler o que eu gosto! Espero que tenham gostado e até a próxima!

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