26.1.17

Vestibulendo: Capitães da Areia - Jorge Amado

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Resenha:
Pedro Bala é líder de um grupo com mais de 100 garotos heterogêneos(loiros, negros, religiosos, deficientes etc), considerados malandros e bandidos por roubarem casas e pessoas simplesmente para poderem sobreviver. Todos eles são garotos(pois eles consideram que precisam de "machos" para continuarem lutando) e a maioria é órfão ou fugiu de casa, o que torna o trapiche onde moram, seu lar. Contudo, nenhum deles possui mais de 15 anos e, como toda criança, eles sentem falta dos seus pais e de todo o carinho e amor que nas ruas não recebem.
Todos os meninos possuem diferenças que muitas vezes os fazem brigar entre si, mas Pedro Bala com a ajuda de seus outros líderes, conseguem manter a calma e a ordem. E, com a ajuda de Don'Aninha e Padre José Pedro, eles conseguem ter mais forças para sobreviver, pois
essas pessoas embora de religiões diferentes, não enxergam os Capitães da Areia como ladrões e mendigos, eles enxergam o potencial que cada um tem. Afinal, montar estratégias para assaltos requer grande inteligência e muitas vezes, quando a fome realmente os alcança, é preciso utilizar métodos próprios para arrumar o que comer.
Em meio à tantas confusões e emoções, um dia Professor e João Grande encontram uma garota chamada Dora que acabara de ficar órfã juntamente com seu irmãozinho. Com aperto no coração de tanta dó, os dois resolvem levar o menino e essa garota para o trapiche que até então só abrigava garotos. Obviamente, uma confusão foi desencadeada, todavia com o apoio e a lei(que eram consideradas seríssimas entre o grupo) de "proibido tocar em Dora" lançada por Pedro Bala, essa grande família ganha uma mãe, irmã e esposa. Eles só não imaginavam que uma única aventura poderia desencadear uma confusão enorme.

30-11 017
Frases:
"Vestidos de farrapos, sujos, semiesfomeados, agressivos, soltando palavrões e fumando pontas de cigarro, eram, em verdade, os donos da cidade, os que a conheciam totalmente, os que totalmente a amavam, os seus poetas."
"Por qualquer coisa são espancados, por um nada são castigados. O ódio se acumula dentro de todos eles."
"Ficavam todos juntos, inquietos, mas sós todavia, sentindo que lhes faltava algo, não apenas uma cama quente num quarto coberto, mas também doces palavras de mãe ou de irmã que fizessem o temor desaparecer."
Opinião:
A primeira vez que tentei ler esse livro, não consegui passar das manchetes de jornais iniciais, pois como todos devem saber, o livro é simples, real e rico em linguajar antigo e, muitas vezes livros nesse estilo são difíceis de chamar a minha atenção. Mas, agora que me obriguei a ler, afirmo que não poderia ter optado por melhor escolha literária nacional que Capitães da Areia.
O livro não só narra a história desses meninos, como também reflete o sentimento de cada um, nos emocionando a cada detalhe que descobrimos sobre eles. Em Capitães da Areia encontramos o início de algumas doenças, descobrimos mais sobre a religião principal da Bahia e até conhecemos mais sobre esse estado. Enxergamos mais claramente a miséria, marginalidade e pobreza que continuam até hoje, mas que raramente visualizamos por estarmos ocupados demais com coisas muitas vezes banais.
Através dessas crianças, podemos imaginar e realmente sentir como era viver naquela época onde a hierarquia era ainda mais forte que atualmente, podemos notar que as diferenças sociais eram ainda pior e que o abuso de poder era de construir rancor. 
Um dos melhores livros de literatura nacional que eu já li, sem muitos detalhes e rodeios, prático e direto, complexo e filosófico, sim, mas real. Posso dizer com toda certeza que eu aprendi mais lendo Capitães de Areia do que em muitas aulas estudadas e em muitas pesquisas sobre temas como comunismo, revoltas, preconceito etc.
Se você ainda não leu, leia. Jorge Amado me encantou e tenho certeza de que você também se encantará com a leveza e ingenuidade que as crianças - mesmo as de rua - possuem.

30-11 025
Autor: Jorge Amado.
Páginas: 280.
Compre online: SaraivaSubmarino.

As fotos que eu usei são dos blogs Mademoiselle Loves Books e Asylum to Readers e, infelizmente eu tive que buscar na internet, pois o livro lido era emprestado e cá entre nós, não estava em tão bom estado...
Essa foi minha primeira leitura do projeto Vestibulendo no ano de 2017 e como provavelmente esse é o único ano que terei para ler todos do projeto, ainda virá muita resenha de literatura nacional por aí.
Espero que tenham gostado e que eu tenha ajudado você a criar um pouco mais de expectativa e forçar para ler.

2 comentários:

  1. Tenho o livro e precisava ler ele para a escola e nunca li, embora eu tenha gostado muito do filme, mas já vi gente falando que o filme se distância um pouco do livro.
    Beijos, wolfmess blog

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    Respostas
    1. Então, Jamile, no início tive essa duvida também, mas quando e se você ler, certeza que você se encantará muito mais!
      Eu vi algumas imagens do filme e meu coração parou, pois só de ver as imagens, vi que os atores não tem nada a ver com o que eu imaginei hahah. Porém, darei uma
      chance pro filme mesmo assim ^^

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